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Você tem com quem contar? Nova pesquisa coloca a solidão em evidência

há 7 horas
3 min de leitura

Fonte: Pexels
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Levantamento divulgado em outubro reforça a importância dos vínculos para o bem-estar e convida famílias, comunidades e organizações a olhar para a qualidade das relações.


É possível passar o dia falando com pessoas e, ainda assim, sentir falta de alguém com quem conversar de verdade. Entre compromissos, mensagens e responsabilidades, uma pergunta merece espaço: quando você precisa de apoio, sabe a quem recorrer?

Uma pesquisa divulgada em 15 de outubro de 2026, pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel, ajuda a dimensionar o assunto. O levantamento nacional ouviu 4.601 pessoas e apontou que 36,5% dos brasileiros se sentiram sozinhos ao menos uma vez nas duas semanas anteriores à pesquisa. Fonte: Instituto Cactus, 15/10/2026.

O dado registra uma experiência relatada naquele intervalo. Não significa que todas essas pessoas vivam solidão permanente ou tenham um transtorno mental. Também não demonstra, isoladamente, que a solidão aumentou no país.


Estar sozinho e sentir solidão são situações diferentes


A Organização Mundial da Saúde (OMS) distingue dois conceitos. O isolamento social corresponde à escassez objetiva de relações e interações. A solidão é uma experiência subjetiva, marcada pela distância entre os vínculos que a pessoa tem e aqueles de que sente necessidade. Fonte: OMS, perguntas e respostas sobre conexão social, 30/06/2025.

Essa diferença ajuda a compreender por que contar contatos ou compromissos não basta para avaliar a qualidade das relações. Para a OMS, conexão social envolve a estrutura dos vínculos, o apoio trocado e a qualidade das interações. Fonte: OMS.

Na vida cotidiana, isso convida a observar se existe espaço para falar sobre dificuldades, pedir ajuda e ser escutado com respeito.


Um tema que ganhou espaço na saúde pública


A OMS lançou sua Comissão sobre Conexão Social em novembro de 2023. Em 30 de junho de 2025, publicou o relatório global que estima que aproximadamente uma em cada seis pessoas no mundo vivencia solidão. São indicadores com critérios próprios, que não devem ser comparados diretamente ao percentual da pesquisa brasileira. Fontes: OMS, histórico da comissão e conceitos e comunicado do relatório global.

A organização reúne evidências de que solidão e isolamento estão associados a prejuízos à saúde física e mental. Mudanças como aposentadoria, perda de emprego, mudança de residência e luto também podem dificultar a manutenção dos vínculos. Fontes: OMS, impactos da desconexão social e fatores associados.


A convivência precisa caber na rotina


Na pesquisa brasileira, encontrar amigos apareceu associado a melhores indicadores de saúde mental. A associação não prova, por si só, uma relação de causa e efeito, mas reforça a relevância de investigar e cuidar dos vínculos. Fonte: Instituto Cactus.

A OMS sugere atitudes como procurar um amigo, guardar o celular durante uma conversa, cumprimentar um vizinho e participar de grupos ou atividades voluntárias. Fonte: OMS, ações cotidianas para fortalecer conexões.

Fonte: Getty Images
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Essas orientações podem ganhar formas simples no cotidiano: combinar uma visita, retomar um contato ou reservar um momento da semana para uma atividade compartilhada. O compromisso precisa ser possível para quem participa, respeitando disponibilidade e limites.

Na família, uma conversa pode começar por uma pergunta aberta: “Como você tem se sentido?”. Escutar sem interromper e sem transformar imediatamente o relato em cobrança pode ajudar a abrir espaço para o diálogo.


O que as lideranças podem fazer


Para empresas, cooperativas e propriedades rurais, a pauta oferece uma reflexão de gestão: como criar oportunidades de convivência e apoio sem invadir a privacidade?

Algumas possibilidades são acolher quem está chegando, explicar a quem recorrer diante de dificuldades e reservar tempo para conversas respeitosas. O gestor pode perguntar como a pessoa está lidando com a rotina, sem exigir exposição de assuntos pessoais. Essas são propostas de organização do trabalho. Lideranças podem facilitar o acesso ao apoio, respeitando o papel dos profissionais de saúde.


O próximo passo também é coletivo


O relatório da OMS propõe ações em diferentes níveis, incluindo políticas públicas, pesquisa e fortalecimento de espaços e serviços que aproximem pessoas. O enfrentamento da solidão exige considerar as condições concretas de convivência, além das escolhas individuais. Fonte: OMS, relatório da Comissão sobre Conexão Social, 2025.

Quando a sensação de solidão persiste, causa sofrimento ou prejudica a rotina, buscar apoio profissional é um caminho de cuidado. A OMS inclui intervenções psicológicas entre as possibilidades de apoio. Fonte: OMS.

Para o leitor, fica um convite possível: pensar em uma pessoa com quem gostaria de retomar o contato e transformar essa intenção em um gesto.


Sobre a MAG’UP

A MAG’UP desenvolve palestras, treinamentos, mentorias e consultorias sobre liderança, comunicação, gestão e desenvolvimento pessoal. Sua missão é inspirar pessoas a perceber que a vida vale a pena ser vivida, valorizando relações e escolhas que dão sentido ao cotidiano.

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